domingo, 16 de novembro de 2008

Versão para o cinema de "Watchmen" estréia em março de 2009

Londres, 14 nov (EFE) - "Watchmen", a última adaptação para o cinema de uma história em quadrinhos de super-heróis, mas desta retratando-os como pessoas comuns, será lançado em 6 de março de 2009 com muita ação, cenas de luta e músicas de Bob Dylan.

No entanto, desta vez não se trata da adaptação de uma história em quadrinhos qualquer, mas da HQ de Alan Moore e Dave Gibbons, uma obra cultuada até por pessoas que não gostam do gênero.

Em entrevista em Londres para exibir 30 minutos do filme, o diretor Zack Snyder, responsável por "300", reconheceu que quando recebeu a proposta de fazer a produção, pensou duas vezes.

No final, decidiu apostar em Watchmen" e mudar o final da história original, sabendo que, se no fim a aventura não for bem-sucedida, terá sido "sua culpa".

Snyder disse que o filme, rodado em Vancouver, no Canadá, e que ainda não está totalmente finalizado, terá duas horas e meia de duração, mas haverá uma versão de três horas e meia para DVD.

O elenco inclui Patrick Wilson, Jackie Earle Haley, Malin Akerman, Billy Crudup, Matthew Goode e Jeffrey Dean Morgan.

"Watchmen" se passa na década de 1980 em um Estados Unidos que têm como presidente Richard Nixon e a guerra nuclear com a União Soviética é iminente.

O filme conta as piores horas de heróis aposentados à força que se reúnem para investigar o assassinato de um de seus companheiros.

O diretor, que admitiu que pediram que não houvesse excessiva violência e cenas sexuais no filme para que seja apta para os espectadores mais jovens, indicou que na produção há heróis dos quais as pessoas não gostam, que fazem as coisas erradas e que nela o "vilão" deseja a paz mundial.

Snyder tentou que o escritor Alan Moore, também autor de "V de Vingança" e "From Hell", fizesse parte do projeto, mas que ele recusou por ter vivido "más experiências com Hollywood".

Já o ilustrador Dave Gibbons contribuiu ao processo criativo.

Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL862912-7084,00-VERSAO+PARA+O+CINEMA+DE+WATCHMEN+ESTREIA+EM+MARCO+DE.html


sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Escritores da Marvel no Twitter...

Escritores da Marvel fazem reunião para... brincar no Twitter
Se não dá pra saber o que eles decidem sobre quadrinhos, dá pra lê-los como microblogueiros
As reuniões de escritores da Marvel Comics, nos últimos anos, já se tornaram lendas. Uma ou duas vezes por ano, os principais criadores da maior editora de quadrinhos dos EUA se juntam em Nova York para decidir pelo menos um ano à frente o que acontecerá com seu universo de super-heróis. Gente como Brian Michael Bendis, Ed Brubaker, Jeph Loeb e o editor-chefe Joe Quesada dão pitaco um nas idéias dos outros para garantir mais sucesso para os super-heróis da casa.
A última reunião de 2008 está acontecendo esta semana. O conteúdo, claro, é secreto. Mas os fãs tiveram um vislumbre do que está acontecendo por um meio diferente... o Twitter.
Grandes adeptos do microblogging, Brian Michael Bendis (Vingadores) e Matt Fraction (Uncanny X-Men) passaram a reunião publicando mensagens inúteis nas suas respectivas páginas - que você pode ver pelos links. Ed Brubaker (Demolidor, Criminal) juntou-se a eles. Os editores Jen Grunwald e C.B. Cebulski entraram na brincadeira. À distância, gente como Warren Ellis (Thunderbolts, Newuniversal), Jonathan Hickman (Secret Warriors) e Jason Aaron (Motoqueiro Fantasma) tentavam participar da conversa.
Para quem foi atrás de segredos sobre o que acontecerá aos heróis Marvel em 2009 e 2010, a leitura foi infrutífera. Os criadores estavam no Twitter apenas para zoar:

mattfraction Dan Slott decidiu NÃO colocar piercing genital. Em frente.
BRIANMBENDIS dan slott pelo menos tem genitais
BRIANMBENDIS joe a está aprendendo twitters
brubaker Tweet tweet
brubaker mmmm. Hamburger da Five guys
BRIANMBENDIS acabei de ver angel of death, do brubaker
warrenellis Pelo jeito, escritores de quadrinhos estão comparando os paus num encontro editorial da Marvel. Ainda bem que não participo dessas coisas
warrenellis Meu Deus, e se eles tiverem brincando de Jogo do Biscoito?
warrenellis E se Matt Fraction for o Biscoito?
Rantz1 não era para @brubaker, @mattfraction & @brianmbendis estarem planejando QUADRINHOS, ao invés de fazer piercings e 'cruzar espadas'?
BRIANMBENDIS o matt ficou sem espaço pra brincar
mattfraction mas não tenho surpresas planejadas
mattfraction yaaaaaaaay
BRIANMBENDIS yaaaaaay
BRIANMBENDIS valeu, bru
jengrunwald @mattfraction Purê de maçã, porra! Tá feliz agora?
brubaker @jasonaaron foi muito mencionado
jasonaaron @brubaker não deixa o Axel falar merda de mim
jengrunwald o celular do @BRIANMBENDIS acabou de tocar "And IIIIIIIIII will always loooooove youuuuuuu..."
BRIANMBENDIS vai se f***! é um paródia!
BRIANMBENDIS que dia. hoje à noite, mamet. perdi minha voz.
BRIANMBENDIS @JHickman numa escala de um a fantástico foi fantástico. aliás – falaram bem de você hoje

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

De volta no Túnel do Tempo...A Princesa e o Cavaleiro

Osamu Tezuka cresceu na cidade de Takarazuka, berço do famosíssimo (no Japão, claro) teatro de revista composto somente por mulheres. Fascinado e influenciado pela estética dos espetáculos onde as atrizes com uma maquiagem que deixava seus olhos mais expressivos representavam peças orientais e ocidentais, ele deu ao mundo aquela obra que é considerada o primeiro shoujo mangá moderno: Ribon no Kishi (literalmente: o Cavaleiro da Fita). Digo moderno, porque foi o primeiro a se utilizar da narrativa cinematográfica e ter uma história longa que combinva os eventos e não se encerrava dentro de pequenos episódios ou gags, como era até então.
"A Princesa e o Cavaleiro", como é conhecido entre nós, foi publicado de novembro de 1953 à janeiro de 1956 na - hoje extinta - revista Shoujo Club. O sucesso foi tão grande que virou espetáculo musical (Takarazuka?) e se tornou radionovela em 1955. Inesquecível, a série foi refeita (houve poucas mudanças como a substituição de Mefisto pela bruxa Hell e a criação do pirata Blood) e republicada, dessa vez na revista Nakayoshi entre janeiro de 1963 e Outubro de 1966. Esta é a versão publicada pela JBC. No ano seguinte, 1967, foi feita a série de tv que contou com 52 episódios. O anime, também criação de Ozamu Tezuka, foi um dos primeiros shoujos a serem animados e chegou por aqui nos anos 70, dizem que sem o áudio e os scripts originais. Mesmo assim, a história foi "recriada" e "recontada" com tanta competência que acabou marcando toda uma geração. Infelizmente, eu não tinha idade para assistir essa série quando ela foi exibida, mas quem viu garante que foi uma das melhores a passar em nosso país, tendo marcado a infância de muitos meninos e meninas.
A história de Safiri é muito conhecida e vamos dar uma pequena palhinha: Nascida em um país, a Terra de Prata, no qual somente os homens podiam reinar, Safiri que deveria ser menina, acaba nascendo com dois corações (um feminino, outro masculino) por causa das traquinagens de um anjinho. Aliás, Ching, o anjinho, é expulso do céu e só pode retornar quando recuperar o coração de menino que plantou dentro de Safiri. Criada como menina às escondidas mas tendo que aprender a se comportar também como um garoto, pois todos acreditam que ela era um rapaz, Safiri sofre por ter que esconder sua natureza feminina para salvar seu trono e sua vida. Entenda-se natureza feminina, nessa obra de Tezuka, como gosto "natural" por fitas, flores e aquele impulso irresistível por chorar e se deixar proteger pelo "príncipe encantado"... mesmo quando você efetivamente não precisa dele.
Safiri se apaixona pelo princípe do reino vizinho, Franz da Terra de Ouro. Depois de escapar de algumas armadilhas, os inimigos da princesa, liderados pelo Duque Duraluminium que deseja o trono para seu filho Plástico, descobrem a sua identidade sexual e dando início ao calvário de Safiri. Depois de muitas aventuras, com a ajuda do anjinho Ching e do príncipe Franz, ela consegue vencer seus inimigos (e são muitos) que queriam roubar-lhe não somente o trono mas o coração (Lembrem que ela tem dois corações.) e a beleza, também. No fim da série, Safiri termina nos braços de seu amado, príncipe Franz, mas não abre mão de seu "lado masculino", entendida na história como coragem, força de vontade, capacidade de comando e habilidade com a espada. Aliás, foi ele que a ajudou a desmascarar inimigos e lutar por seu trono. Safiri e Franz chegam, inclusive, a ter filhos gêmeos, um menino e uma menina, que são as protagonistas de um gaiden que não foi animado, Futago no Kishi (Cavaleiros gêmeos), publicado na Nakayoshi de janeiro a junho da 1958.
A Princesa e o Cavaleiro abriu caminho para muitas outras produções shoujo que se centravam no drama da menina que deve, por motivos diversos, se comportar ou fingir que é um rapaz. Entre tantas é possível citar A Janela de Orpheus e A Rosa de Versalhes de Ryoko Ikeda, Paros no Ken de Yumiko Igarashi e Shoujo Kakumei Utena de Chiho Saito (Aliás, uma das personagens da Princesa e o Cavaleiro, a moça que acha que Safire é um rapaz e quer obrigá-la a se casar com ela, aparece usando uma armadura idêntica aquela que Utena e Anthy usa na abertura da série de tv). Ribon no Kishi serve como um grande início para a discussão dos papéis femininos e masculinos (embora não rompa com eles em absoluto) que irá ser importantíssimo dentro dos shoujo mangá, da discriminação que as mulheres sofrem em um mundo onde as regras são feitas pelos homens e para os homens (quando o mangá saiu a primeira vez fazia poucos anos que a constituição japonesa proibira as mulheres de assumir o trono imperial, por exemplo) e de que todos devem ter o direito de escolha... não é a toa que Safire escolhe ficar com seus dois corações, não é mesmo? A editora JBC terminou de lançar o mangá em português, coisa que parecia algo impossível. Mas A Princesa e o Cavaleiro é obra de Osamu Tezuka, daí terem aberto uma exceção e publicado um clássico.

Arquivo X em quadrinhos

Você já tinha lido aqui no Séries Etc. que "Arquivo X" iria ter uma nova leva de histórias em quadrinhos e até viu uma prévia da edição número zero. Pois a edição número 1 começa a ser vendida nos Estados Unidos no dia 19 de novembro e você já pode conferir na galeria ao lado algumas imagens da revista.
Quanta moleza!Esta edição conta a história de um cientista pesquisador, que, agitado por seus medos paranóicos, é encontrado morto em seu apartamento. Sua irmã se recusa a aceitar a idéia de que ele cometeu suicídio e a agente Dana Scully descobre detalhes forenses que parecem desafiar a explicação racional.
Quando seu parceiro, o agente Fox Mulder, descobre que o cientista estava trabalhando em um projeto ultra-secreto para o governo, ele começa a ficar agitado com os seus próprios medos paranóicos, algo bem parecido com o comportamento que levou o cientista à morte. Estão previstas sete revistas para essa nova fase, mas o roteirista Frank Spotnitz, que esteve à frente do último filme sobre a série "Arquivo X: Eu Quero Acreditar", só vai escrever as duas primeiras."A história está conectada com uma parte da mitologia que nós introduzimos no começo da quinta temporada.
Nós apresentamos essa corporação chamada Roush e podíamos ter levado a questão mais a fundo mas não tivemos chance. Então, as primeiras duas revistas vão estar ligadas a Roush. E depois eu vou fazer uma pausa na escrita das histórias e voltar para a minha carreira de roteirista, mas em algum momento eu espero voltar e fazer mais com essa mitologia", contou Spotnitz ao site Splash Page.Apesar da história estar ligada à quinta temporada da série, Mulder e Scully estão nos tempos atuais e usam roupas e tecnologia contemporânea. "Arquivo X" não parou mesmo no tempo!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Eventos de HQ na 8ª Bienal do Livro do Ceará

A semana promete para todo aquele que curte quadrinhos e uma boa leitura em geral. É a semana da 8ª Bienal Internacional do Livro do Ceará, de 12 a 21 de novembro, no Centro de Convenções do Estado. A programação do evento este ano confirma a tradição das edições anteriores e oferece opções imperdíveis relacionadas à nona arte, em matéria de palestras e mesas redondas.
A maior parte das atrações ligadas a HQs estará concentrada no Espaço Jovem Moreira Campos, no Bloco E do Centro de Convenções, nos dias 13, 14, 16 e 20. De cara, a primeira delas já promete dar o que falar: "Análise Narrativa de Watchmen", dia 13, às 17h. Nada mais oportuno, considerando toda a expectativa existente em torno do filme baseado na grpahic novel, a ser lançado em 2009, dirigido por Zack Snyder (300, inspirado na graphic novel de Frank Miller. Watchmen foi escrito por Alan Moore e desenhado por Dave Gibbons, sendo considerado durante anos uma adaptação impossível de ser feita para o cinema, pela complexidade da sua narrativa. Quem vai responder se o trabalho está sendo mesmo bem feito e abordar uma série de outros tópicos é o cearense Daniel Brandão, professor de desenho e desenhista profissional que estudou na Joe Kubert School, a maior escola de quadrinhos dos Estados Unidos. No dia seguinte, três grandes palestras. Duas delas para os amantes de mangás. Às 10h, Clarice Barroso, uma das responsáveis pela organização do Espaço Jovem e pela Super Amostra Nacional de Anime (Sana), falará sobre a transposição "Dos Mangás ao Ânime"; e às 15h, Aline Hollanda apresentará "Vida e Obra de Osamu Tezuka", autor japonês que criou o personagem Astro Boy e que é considerado o precursor do gênero mangá.O grande final do dia 14 será às 17h, na "Conversa com Sidney Gusman". Para quem não o conhece, ele é jornalista, editor-chefe do website especializado em quadrinhos Universo HQ (http://www.universohq.com/) e um dos maiores especialistas em quadrinhos do Brasil. Sidney Gusman foi sete vezes vencedor do Troféu HQ Mix (de 2000 a 2006), maior premiação de quadrinhos brasileiros, e já foi editor da área de quadrinhos da Conrad Editora e da revista Wizard. Atualmente é responsável também pela área de Planejamento Editorial da Mauricio de Sousa Produções. Uma das mesas redondas que promete marcar o evento é "A Transposição de Mídias, dos Livros às Outras Artes", dia 16, às 17h. Os palestrantes serão Daniel Brandão, Sidney Gusman e André Vianco, escritor brasileiro especializado no gênero fantasia e terror.
Dia 20, às 15h, o desenhista cearense Daniel Brandão volta com outra palestra feita sob medida à turma do gibi. "A Influência da Literatura nos Quadrinhos" vai abordar questões que vão além do simplesmente adaptar uma obra literária para a mídia HQ.E no intervalo de uma e outra palestra, vale conferir nos corredores de estandes da Bienal do Livro os colecionadores de gibis que estarão expondo edições raras e autografadas de graphic novels e mangás, além de esboços de desenhistas. Alguns deles deverão estar à venda, não custa perguntar.

Tenham todos uma ótima Bienal!!!
Claude Bornél10 Nov 2008

Confira toda a programação no site http://www.opovo.com.br/colunas/sequencial/834365.html#