segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Novo "Jornada nas Estrelas" terá prelúdio em HQ

Por: Thiago Siqueira

Hoje em dia, os grandes blockbusters não deixam marcas apenas nos cinemas, mas aparecem em diversas outras mídias. Preparando o terreno para o décimo-primeiro longa para cinema da franquia "Jornada nas Estrelas", a editora americana IDW lançará uma mini-série em quadrinhos. A HQ "Star Trek - Countdown" será lançada a partir de janeiro próximo nos EUA, em quatro edições mensais. Servindo como um prelúdio para o filme "Star Trek", a história mostrará o passado do vilão Nero, que será vivido nas telas por Eric Bana ("Munique"). Além disso, segundo o co-roteirista do filme Roberto Orci, a mini-série também servirá como uma "passagem de bastão" entre os personagens de "Jornada nas Estrelas - A Nova Geração" e a tripulação revisada da Enterprise clássica, que será vista na nova fita. O pôster do projeto - que pode ser visto abaixo - já evidencia tal intenção. Nos moldes dos cartazes de "Star Trek" vemos, em sentido horário, Nero; o andróide e oficial de ciências da Enterprise-E, Data; o Capitão da Enterprise-E, Jean-Luc Picard e um envelhecido Sr. Spock. Fica a dúvida de quando na cronologia da franquia a trama se passará, tendo em vista que Data fora destruído no último filme estrelado pela Nova Geração, "Jornada nas Estrelas - Nemesis". O plot das histórias em quadrinhos foi concebido pelos roteiristas do longa, Alex Kurtzman e Roberto Orci, tendo o texto sido desenvolvido por Mike Johnson e Tim Jones. Não é sabido ainda se este material será publicado no Brasil.

Fonte: http://www.cinemacomrapadura.com.br/noticias/14055/novo_jornada_nas_estrelas_tera_preludio_em_hq

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Persépolis

Marjane Satrapi é a personagem da história, a autora de uma banda desenhada sobre essa personagem e ainda uma das autoras do filme, em conjunto com Vincent Paronnaud. “Persépolis” é um filme de animação realizado em França usando métodos de desenho e traço tradicionais e que foi nomeado para os Óscares de 2008 como melhor filme de animação. O filme obteve ainda o prémio do júri de Cannes em 2007. Poesia visual, narrativa e sonora.


“Persépolis” é uma bela história sobre as diabruras de uma miúda durante as perseguições constantes no Irão efectuadas pelo regime ditatorial e posteriormente pelo Iraque. Marjane é uma criança num mundo em guerra, depois uma adolescente no exílio na Áustria e, finalmente, uma emigrante em França. A autobiografia não só é tocante porque está muito bem contada e é emocionalmente muito forte como consegue transpor a história de uma iraniana no Ocidente, com todas as incompreensões e estranhezas vividas, universalizando o assunto ao ponto de se gerar uma identificação com todos os regimes de ditadura. Para este efeito contribui, sem dúvida, aquilo que a autora considera, no making of do filme, uma forma de representação gráfica estilizada e abstracta, tirando partido de um traço simples e expressivo. Penso que este efeito, gerado pela essência estilística do traço, é tão notório que várias vezes, e isto ainda sem ter visto o making of do filme, dei comigo a pensar na expressividade daqueles olhos, daquelas bocas e daqueles gestos animados. Traços tão convincentes de provocar lágrimas. Traços essenciais onde nada está a mais, onde nada é decorativo. Uma simplicidade que toca o coração.


Os ambientes do filme são lindos, tiram partido de algumas texturas misturando-as com sombras e manchas muito estilizadas e planas. A composição dos ambientes é muito rica em matéria de linhas fundamentais e tira partido do claro-escuro e do contraste, pontuando o cenário com apontamentos de cor. A animação tradicional, que segundo os extras do filme, tira partido de técnicas que não se usavam há pelo menos 20 anos em França, acentua, através de um processo de homogeneidade do traço, o valor estético do filme. A sonoplastia é mágica e a voz de Chiara Mastroianni realça o lado cómico e ao mesmo tempo dramático da personagem de Marjane, uma miúda de nove anos que, entre o final dos anos setenta e o início dos oitenta do século passado, vê os seus familiares e amigos serem mortos por fundamentalistas que tomam o poder e obrigam as mulheres a usar véu e a obedecer a regras sem sentido nenhum. Marjane, uma miúda que gostava de dançar ao som dos Iron Maiden, do movimento punk, usar ténis de marca e blusões com frases activistas. Uma miúda como outra qualquer que gostava aos nove anos de ser profeta.

O filme foi realizado depois do sucesso de dois livros autobiográficos de banda desenhada publicados por Marjane Satrapi sob o mesmo nome, “Persépolis” I e II, e não quer abdicar da memória daqueles que perderam a sua liberdade para combater um regime repressivo e que impunha valores apenas legitimados por alguns. Uma animação demasiado bela para ser verdade…


terça-feira, 25 de novembro de 2008

HQs supera a crise brincando!



Como se não bastassem os jornais falando em "crise econômica global" todos os dias, você também a encontra no noticiário de quadrinhos. Aqui, porém, o efeito é inverso: a crise geral que está derrubando mercados e países pode ser positiva para a indústria das HQs, segundo analistas.
De acordo com o site ICV2, que acompanha os gráficos de vendas de HQs, o último momento de crescimento acelerado da indústria de quadrinhos dos EUA foi na primeira metade dos anos 80, quando o país também estava encarando uma pesada recessão. Por algum motivo - pelo escapismo, ou por gibis serem mais baratos que videogames, ingressos para o cinema e outras opções de entretenimento -, crises econômicas parecem ser benéficas para o mercado editorial.
Em outubro, o primeiro mês em que fomos bombardeados diariamente com notícias da crise, o mercado de HQs estadunidense teve crescimento de 9% em relação ao mesmo período no ano passado - o único mês de crescimento este ano, desde janeiro. Colabora para isso o preço médio dos gibis estar em transição dos US$ 2,99 dos últimos anos para US$ 3,99 (que a maioria das minisséries e edições especiais já está cobrando).
Secret Invasion #7 e Final Crisis #4, dois gibis de US$ 3,99, lideram a lista de HQs mais pedidas em outubro. Hulk #7 e Batman #680 (parte da saga "R.I.P."), logo abaixo, também ultrapassam as 100 mil unidades. O resto do top 10 é composto pelos atuais bons vendedores da Marvel (duas séries dos Vingadores, duas dos X-Men, uma edição especial de Amazing Spider-Man) e a Liga da Justiça da DC.
Nas graphic novels e coletâneas, o mês foi do Coringa, em sua comentada graphic novel por Brian Azzarello e Lee Bermejo - que vendeu muito bem (mais de 17 mil unidades pedidas) para uma HQ de US$ 20. Watchmen, na sexta posição, continua vendendo, bem como a coletânea de Marvel Zombies, um sucesso tão absurdo quanto inesperado.
Na divisão do bolo, a Marvel teve uma pequena queda para 39,36% do mercado, em arrecadação, e 44,83% em unidades. A DC recuperou posições, com 31,55% em arrecadação e 32,96% em unidades.

Fonte:http://www.omelete.com.br/quad/100016598/Quadrinhos___Mais_Vendidos.aspx

História do Brasil e Filosofia em Quadrinhos!!



Assuntos como a Independência do Brasil, a Revolução Russa e temas filosóficos fazem muitos jovens torcerem o nariz. Com o objetivo de atrair esse público infanto-juvenil, uma coleção em quadrinhos, recém-lançada, faz adaptações de livros de pensadores importantes, como Maquiavel e Voltaire, e reproduz acontecimentos históricos com traços bem coloridos e vivos.

São onze títulos, que, em breve, devem estar nas livrarias. Além de "A Independência do Brasil" e "A Revolução Russa", há também as seguintes obras: "A Fundação de Israel"; "A Primeira Guerra Mundial"; "A Inconfidência Mineira"; "A Guerra dos Canudos"; "O princípe", de Maquiavel; "A Utopia", de Thomas Morus; "Cândido, ou otimismo", de Voltaire; e "O Elogio da Loucura", de Erasmo de Roterdam. Um outro título que virá em seguida é "A Guerra de Canudos".

"Quando eu era adolescente, confesso que não era muito fã da disciplina de história no colégio. Comecei a me interessar mesmo pelo assunto quando passei a fazer adaptações em quadrinhos e precisei pesquisar para escrever os roteiros", conta André Diniz, 33, roteirista e coordenador da coleção.

Segundo ele, a proposta da Editora Escala Educacional era pegar temas em que os estudantes tivessem mais dificuldade em "visualizar" o acontecimento, como a Primeira Guerra Mundial. "Diferentemente da Segunda Guerra, em que há inúmeros documentários, filmes e livros, a Primeira Guerra está mais distante deles. Achamos que os quadrinhos poderiam aproximá-la dos jovens."



"No quadrinho, há uma dramaticidade que ajuda a despertar o interesse no leitor", afirma Diniz. "É preciso passar o máximo de informação em menos espaço. E a imagem também ajuda a passar o conteúdo. Por isso, é importante fazer uma pesquisa aprofundada sobre figurino de época, por exemplo." O site http://www.nonaarte.com.br/, de Diniz, traz reproduções de algumas páginas dos livros.
Ressalva
"Sou a favor da pluralidade de linguagens no ensino e, no caso da história em quadrinhos, é um recurso interessante por ter uma linguagem mais direta e o jovem poder se envolver com os personagens", afirma Silvia Gasparian Colello, educadora da Universidade de São Paulo (USP).

No entanto, a especialista observa que nada substitui a leitura da obra original. "A transposição do conteúdo para um outro formato trai o estilo do autor original. No caso do Voltaire, por exemplo, é um texto muito rico. Então, é importante que a pessoa tenha a oportunidade de ler depois o livro original", diz. Para ela, não basta saber as datas e personagens importantes da história. É fundamental relacionar as idéias presentes nos acontecimentos históricos para fazer uma compreensão da realidade atual. "Por esse motivo, o quadrinho não deve ser a única fonte de conhecimento sobre o assunto. Pode ocorrer uma simplificação do tema no quadrinho. Mesmo assim, não deixa de ser um recurso muito interessante."

O roteirista da coleção argumenta que o quadrinho é uma síntese. "Adaptar um livro para o quadrinho é como fazer uma adaptação de um livro para um filme, em que também há uma síntese. De um livro de mil páginas, é possível fazer um filme de duas horas. Por isso, é preciso pegar as partes principais do acontecimento", afirma.

A pedidos

Mais Homem de Ferro 2
Escrito por Renato Azevedo

Segundo rumores, a Marvel Studios pretende começar as filmagens de Homem de Ferro 2 em março de 2009, para a estréia em 30 de abril de 2010, mas parece que o diretor Jon Favreau, que dirigiu o primeiro filme, não concorda com essas datas.

Em um post em sua página no MySpace, Favreau comenta como andam as negociações para dirigir a sequência: "Já faz 5 semanas desde a única ligação que meus representantes receberam da Marvel. Sei que estão ocupados com Hulk, e estou certo que vão nos dar atenção logo. Conversei com o pessoal da Marvel na estréia de Hulk, e eles parecem ansiosos para começar o trabalho em Homem de Ferro 2".

O diretor continua: "Entretanto, estou preocupado sobre a data anunciada de estréia, abril de 2010. Nem Robert (Downey Jr.), nem eu fomos consultados, e estamos preocupados em quanto essa data é realista quanto ao fato de não termos ainda um roteiro, histórica, e nem roteirista contratado. Este gênero de filme precisa de tudo ser feito com cuidado, e com muita preparação.
Acho que seria melhor seguir o que fizeram com Batman Begins e Dark Knight, ou X-Men 1 e 2, e colocar três anos entre um filme e a sequência. É difícil porque não existem planos para estréias da Marvel em 2009, e eles precisam de produtos, e também acho que devemos aos fãs um grande filme como sequência, e neste ponto estamos com menos tempo para fazê-lo do que o primeiro filme".

Surgiram, há pouco, notícias de que a Marvel Studios estaria pressionando para encerrar logo as negociações com Favreau, pois acreditam que Homem de Ferro 2 será outro grande sucesso, não importando quem seja o diretor.

Fonte: