segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Filme "Batman 2009"


A notícia que começa a circular pelos bastidores do cinema hollywoodiano é de que o estúdio Warner Bros. planeja relançar o filme “Batman - O Cavaleiro das Trevas” (foto) em janeiro do próximo, na tentativa de garantir pelo menos uma estatueta do Oscar. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, dia 11 de setembro, pelo jornal especializado “The Hollywood Reporter”.
O relançamento de “Batman - O Cavaleiro das Trevas” tem como objetivo manter o filme fresco na memória dos votantes da Academia, pois a cerimônia de premiação do Oscar acontecerá em fevereiro.
Lançado em julho deste ano, o mais recente filme de “Batman” é o último trabalho integral do ator Heath Ledger no cinema. Ledger, que morreu no último dia 22 de janeiro, em Nova York, nos Estados Unidos, vítima de uma overdose acidental de remédios, foi muito elogiado no papel do vilão Coringa, o que levantou especulações de que poderia ganhar um Oscar póstumo de ator coadjuvante.
O segundo longa do homem-morcego dirigido por Christopher Nolan já acumula US$ 512 milhões (R$ 931 milhões) em bilheterias dos Estados Unidos e Canadá. No restante do mundo, “Batman - O Cavaleiro das Trevas” já faturou US$ 440 milhões (R$ 800,1 milhões).

Fonte: http://blig.ig.com.br/blogdaluana/2008/09/13/cinema-filme-mais-recente-de-%E2%80%9Cbatman%E2%80%9D-pode-ser-relancado-em-2009/

Editor da DC e Neil Gaiman falam sobre as mudanças nas HQs de Batman


A batalha pelo manto do morcego ganha uma arte promocional
Por: Érico Assis

A DC aos poucos começa a falar sobre as mudanças que vão acontecer com Batman em 2009. Após os rumores de que o homem-morcego seria substituído depois da saga "Batman R.I.P." e após a confirmação do cancelamento de três bat-séries secundárias, o editor-chefe do Universo DC Dan DiDio trouxe novas informações.
Em entrevista ao Newsarama, DiDio disse que Oráculo, Asa Noturna e Robin certamente terão novas histórias mesmo com o cancelamento de suas revistas. No momento, porém, não há previsão de novas séries – apenas minisséries estrelando os personagens.
"Tim [Robin] e Dick [Asa Noturna] estarão envolvidos em tudo que acontece em Battle for the Cowl, e Barbara Gordon vai ter sua própria minissérie como Oráculo logo após o cancelamento de Aves de Rapina", disse DiDio.
Anteriormente só um rumor, a minissérie Battle for the Cowl (A Batalha pelo Manto) foi confirmada pela DC há algumas semanas - e ganhou esta arte promocional, veja ao lado. O manto, no caso, como era de se esperar, é o de Batman – o que significa que algo grande deve acontecer no final de "Batman R.I.P.", em dezembro. Tony Daniel, desenhista da saga, vai escrever e desenhar a nova mini, que ainda não tem data de lançamento prevista.
No meio desta reformulação, está a história de Neil Gaiman "Whatever Happened to the Caped Crusader?", que tomará as edições de janeiro de Batman e Detective Comics nos EUA. O Newsarama também foi atrás de Gaiman, que preferiu ser lacônico nas respostas – apenas ressaltou que a capa revelada em setembro não é das edições que escreveu.
"A verdade é que não sou muito fã da Sociedade dos Spoilers. O principal motivo é que quando você tem muitos spoilers de alguma coisa, acaba sendo um estraga-prazer! Em 1602, decidimos logo no início não dizer nada a ninguém. E a principal razão para não dizer nada a ninguém nós dissemos a nós mesmos: 'Não queremos ninguém cansado disso antes mesmo de sair'", comentou o escritor britânico ao site."Essa coisa que estou fazendo com Andy [Kubert, desenhista da história], porém, é tão totalmente maluca e tão, totalmente estranha, e tão, tão pessoal, que não tenho certeza se poderia descrevê-la adequadamente de qualquer maneira que deixasse você pensando 'ok, ele ainda é são'. Então as pessoas vão ter que esperar até sair, e aí decidir se valeu a pena."



domingo, 16 de novembro de 2008

Versão para o cinema de "Watchmen" estréia em março de 2009

Londres, 14 nov (EFE) - "Watchmen", a última adaptação para o cinema de uma história em quadrinhos de super-heróis, mas desta retratando-os como pessoas comuns, será lançado em 6 de março de 2009 com muita ação, cenas de luta e músicas de Bob Dylan.

No entanto, desta vez não se trata da adaptação de uma história em quadrinhos qualquer, mas da HQ de Alan Moore e Dave Gibbons, uma obra cultuada até por pessoas que não gostam do gênero.

Em entrevista em Londres para exibir 30 minutos do filme, o diretor Zack Snyder, responsável por "300", reconheceu que quando recebeu a proposta de fazer a produção, pensou duas vezes.

No final, decidiu apostar em Watchmen" e mudar o final da história original, sabendo que, se no fim a aventura não for bem-sucedida, terá sido "sua culpa".

Snyder disse que o filme, rodado em Vancouver, no Canadá, e que ainda não está totalmente finalizado, terá duas horas e meia de duração, mas haverá uma versão de três horas e meia para DVD.

O elenco inclui Patrick Wilson, Jackie Earle Haley, Malin Akerman, Billy Crudup, Matthew Goode e Jeffrey Dean Morgan.

"Watchmen" se passa na década de 1980 em um Estados Unidos que têm como presidente Richard Nixon e a guerra nuclear com a União Soviética é iminente.

O filme conta as piores horas de heróis aposentados à força que se reúnem para investigar o assassinato de um de seus companheiros.

O diretor, que admitiu que pediram que não houvesse excessiva violência e cenas sexuais no filme para que seja apta para os espectadores mais jovens, indicou que na produção há heróis dos quais as pessoas não gostam, que fazem as coisas erradas e que nela o "vilão" deseja a paz mundial.

Snyder tentou que o escritor Alan Moore, também autor de "V de Vingança" e "From Hell", fizesse parte do projeto, mas que ele recusou por ter vivido "más experiências com Hollywood".

Já o ilustrador Dave Gibbons contribuiu ao processo criativo.

Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL862912-7084,00-VERSAO+PARA+O+CINEMA+DE+WATCHMEN+ESTREIA+EM+MARCO+DE.html


sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Escritores da Marvel no Twitter...

Escritores da Marvel fazem reunião para... brincar no Twitter
Se não dá pra saber o que eles decidem sobre quadrinhos, dá pra lê-los como microblogueiros
As reuniões de escritores da Marvel Comics, nos últimos anos, já se tornaram lendas. Uma ou duas vezes por ano, os principais criadores da maior editora de quadrinhos dos EUA se juntam em Nova York para decidir pelo menos um ano à frente o que acontecerá com seu universo de super-heróis. Gente como Brian Michael Bendis, Ed Brubaker, Jeph Loeb e o editor-chefe Joe Quesada dão pitaco um nas idéias dos outros para garantir mais sucesso para os super-heróis da casa.
A última reunião de 2008 está acontecendo esta semana. O conteúdo, claro, é secreto. Mas os fãs tiveram um vislumbre do que está acontecendo por um meio diferente... o Twitter.
Grandes adeptos do microblogging, Brian Michael Bendis (Vingadores) e Matt Fraction (Uncanny X-Men) passaram a reunião publicando mensagens inúteis nas suas respectivas páginas - que você pode ver pelos links. Ed Brubaker (Demolidor, Criminal) juntou-se a eles. Os editores Jen Grunwald e C.B. Cebulski entraram na brincadeira. À distância, gente como Warren Ellis (Thunderbolts, Newuniversal), Jonathan Hickman (Secret Warriors) e Jason Aaron (Motoqueiro Fantasma) tentavam participar da conversa.
Para quem foi atrás de segredos sobre o que acontecerá aos heróis Marvel em 2009 e 2010, a leitura foi infrutífera. Os criadores estavam no Twitter apenas para zoar:

mattfraction Dan Slott decidiu NÃO colocar piercing genital. Em frente.
BRIANMBENDIS dan slott pelo menos tem genitais
BRIANMBENDIS joe a está aprendendo twitters
brubaker Tweet tweet
brubaker mmmm. Hamburger da Five guys
BRIANMBENDIS acabei de ver angel of death, do brubaker
warrenellis Pelo jeito, escritores de quadrinhos estão comparando os paus num encontro editorial da Marvel. Ainda bem que não participo dessas coisas
warrenellis Meu Deus, e se eles tiverem brincando de Jogo do Biscoito?
warrenellis E se Matt Fraction for o Biscoito?
Rantz1 não era para @brubaker, @mattfraction & @brianmbendis estarem planejando QUADRINHOS, ao invés de fazer piercings e 'cruzar espadas'?
BRIANMBENDIS o matt ficou sem espaço pra brincar
mattfraction mas não tenho surpresas planejadas
mattfraction yaaaaaaaay
BRIANMBENDIS yaaaaaay
BRIANMBENDIS valeu, bru
jengrunwald @mattfraction Purê de maçã, porra! Tá feliz agora?
brubaker @jasonaaron foi muito mencionado
jasonaaron @brubaker não deixa o Axel falar merda de mim
jengrunwald o celular do @BRIANMBENDIS acabou de tocar "And IIIIIIIIII will always loooooove youuuuuuu..."
BRIANMBENDIS vai se f***! é um paródia!
BRIANMBENDIS que dia. hoje à noite, mamet. perdi minha voz.
BRIANMBENDIS @JHickman numa escala de um a fantástico foi fantástico. aliás – falaram bem de você hoje

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

De volta no Túnel do Tempo...A Princesa e o Cavaleiro

Osamu Tezuka cresceu na cidade de Takarazuka, berço do famosíssimo (no Japão, claro) teatro de revista composto somente por mulheres. Fascinado e influenciado pela estética dos espetáculos onde as atrizes com uma maquiagem que deixava seus olhos mais expressivos representavam peças orientais e ocidentais, ele deu ao mundo aquela obra que é considerada o primeiro shoujo mangá moderno: Ribon no Kishi (literalmente: o Cavaleiro da Fita). Digo moderno, porque foi o primeiro a se utilizar da narrativa cinematográfica e ter uma história longa que combinva os eventos e não se encerrava dentro de pequenos episódios ou gags, como era até então.
"A Princesa e o Cavaleiro", como é conhecido entre nós, foi publicado de novembro de 1953 à janeiro de 1956 na - hoje extinta - revista Shoujo Club. O sucesso foi tão grande que virou espetáculo musical (Takarazuka?) e se tornou radionovela em 1955. Inesquecível, a série foi refeita (houve poucas mudanças como a substituição de Mefisto pela bruxa Hell e a criação do pirata Blood) e republicada, dessa vez na revista Nakayoshi entre janeiro de 1963 e Outubro de 1966. Esta é a versão publicada pela JBC. No ano seguinte, 1967, foi feita a série de tv que contou com 52 episódios. O anime, também criação de Ozamu Tezuka, foi um dos primeiros shoujos a serem animados e chegou por aqui nos anos 70, dizem que sem o áudio e os scripts originais. Mesmo assim, a história foi "recriada" e "recontada" com tanta competência que acabou marcando toda uma geração. Infelizmente, eu não tinha idade para assistir essa série quando ela foi exibida, mas quem viu garante que foi uma das melhores a passar em nosso país, tendo marcado a infância de muitos meninos e meninas.
A história de Safiri é muito conhecida e vamos dar uma pequena palhinha: Nascida em um país, a Terra de Prata, no qual somente os homens podiam reinar, Safiri que deveria ser menina, acaba nascendo com dois corações (um feminino, outro masculino) por causa das traquinagens de um anjinho. Aliás, Ching, o anjinho, é expulso do céu e só pode retornar quando recuperar o coração de menino que plantou dentro de Safiri. Criada como menina às escondidas mas tendo que aprender a se comportar também como um garoto, pois todos acreditam que ela era um rapaz, Safiri sofre por ter que esconder sua natureza feminina para salvar seu trono e sua vida. Entenda-se natureza feminina, nessa obra de Tezuka, como gosto "natural" por fitas, flores e aquele impulso irresistível por chorar e se deixar proteger pelo "príncipe encantado"... mesmo quando você efetivamente não precisa dele.
Safiri se apaixona pelo princípe do reino vizinho, Franz da Terra de Ouro. Depois de escapar de algumas armadilhas, os inimigos da princesa, liderados pelo Duque Duraluminium que deseja o trono para seu filho Plástico, descobrem a sua identidade sexual e dando início ao calvário de Safiri. Depois de muitas aventuras, com a ajuda do anjinho Ching e do príncipe Franz, ela consegue vencer seus inimigos (e são muitos) que queriam roubar-lhe não somente o trono mas o coração (Lembrem que ela tem dois corações.) e a beleza, também. No fim da série, Safiri termina nos braços de seu amado, príncipe Franz, mas não abre mão de seu "lado masculino", entendida na história como coragem, força de vontade, capacidade de comando e habilidade com a espada. Aliás, foi ele que a ajudou a desmascarar inimigos e lutar por seu trono. Safiri e Franz chegam, inclusive, a ter filhos gêmeos, um menino e uma menina, que são as protagonistas de um gaiden que não foi animado, Futago no Kishi (Cavaleiros gêmeos), publicado na Nakayoshi de janeiro a junho da 1958.
A Princesa e o Cavaleiro abriu caminho para muitas outras produções shoujo que se centravam no drama da menina que deve, por motivos diversos, se comportar ou fingir que é um rapaz. Entre tantas é possível citar A Janela de Orpheus e A Rosa de Versalhes de Ryoko Ikeda, Paros no Ken de Yumiko Igarashi e Shoujo Kakumei Utena de Chiho Saito (Aliás, uma das personagens da Princesa e o Cavaleiro, a moça que acha que Safire é um rapaz e quer obrigá-la a se casar com ela, aparece usando uma armadura idêntica aquela que Utena e Anthy usa na abertura da série de tv). Ribon no Kishi serve como um grande início para a discussão dos papéis femininos e masculinos (embora não rompa com eles em absoluto) que irá ser importantíssimo dentro dos shoujo mangá, da discriminação que as mulheres sofrem em um mundo onde as regras são feitas pelos homens e para os homens (quando o mangá saiu a primeira vez fazia poucos anos que a constituição japonesa proibira as mulheres de assumir o trono imperial, por exemplo) e de que todos devem ter o direito de escolha... não é a toa que Safire escolhe ficar com seus dois corações, não é mesmo? A editora JBC terminou de lançar o mangá em português, coisa que parecia algo impossível. Mas A Princesa e o Cavaleiro é obra de Osamu Tezuka, daí terem aberto uma exceção e publicado um clássico.